domingo, 17 de março de 2013

EGITO INICIA NOVA FASE POLÍTICA (03/06/2012)


 O país passa por eleições presidenciais após um ano da queda do ditador Hosni Mubarak


A Primavera Árabe estourou em 2010 na Tunísia.O ato de um estudante desesperado frente às condições de vida no país foi o estopim para uma série de manifestações.
 No Egito, dezoito dias após o ínicio dos protestos, o ditador Hosni Mubarak foi obrigado a renunciar.O Conselho Militar passou, então, a governar o país.
Só agora, após um ano do acontecimento, os egípcios escolherão um novo presidente.O primeiro turno ocorreu nos dias 23 e 24 deste mês, mas nenhum dos candidatos atingiu a maioria absoluta dos votos.Assim as eleições vão continuar nos dias 16 e 17 de junho.
 O processo eleitoral não está afastado de polêmicas, a organização Shayfeencum, responsável por fiscalizar o mesmo, acusa a Junta Militar de forjar votos por meio de eleitores inexistentes.A organização aponta um aumento de 10% no eleitorado em comparação com as eleições parlamentares de janeiro.
 O segundo turno será disputado por Mohammed Mursi, candidato da Irmandade Muçulmana, e Ahmad Shafiq, um ex-primeiro-ministro de Hosni Mubarak.
 Mohammed Mursi é militante do grupo anti-israelense Comitê para a Resistência ao Sionismo, ligado à Irmandade Muçulmana.Esteve ativamente presente na oposição ao regime de Mubarak e teve o maior número de votos no primeiro turno das eleições, refletindo a posição política da população.
 Já Ahmad Shafiq é visto como alguém capacitado mas disposto a ceder à pressão política e, portanto, que não representaria as mudanças que a sociedade busca nesse momento histórico.É o que afirma o professor de Relações Internacionais Hermes Moreira Junior, da Universidade Federal de Grande Dourados (MS).
Serão vários os desafios para o futuro novo presidente.O Egito sofre com uma alta taxa de desemprego.A população pede, principalmente, por mais segurança e maior crescimento econômico.
 Hermes destaca o cuidado necessário para alcançar a estabilidade no país.”Será necessário um bom manejo político para evitar a polarização do parlamento e conduzir a articulação de uma nova constituição.Além do mais, , a transição com os militares que estão no poder precisa ser muito bem estruturada para evitar resquícios de sua participação no novo regime.”




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