domingo, 17 de março de 2013

Sociais-Democratas vencem eleições holandesas (18/09/12)

Após eleições antecipadas , o partido do primeiro-ministro holandês Mark Rutte mantém-se no poder


 Embora as pesquisas de opinião mostrassem perda significativa no eleitorado do Partido do Trabalho (PVDA), este alcançou a vitória nas eleições holandesas realizadas na quarta-feira, 12. O resultado foi descrito como comprobatório da posição de alinhamento holandês com a União Europeia, mas o doutor em Sociologia Giorgio Romano Schutte atribui a vitória a uma mudança de discurso. “O PvdA na reta final optou por copiar o discurso da esquerda radical, esvaziando assim o discurso deles”, afirma.
 A disputa eleitoral ocorreu entre 21 partidos, na qual estavam os liberais de direita do VVD, principal rival do PVDA, o Partido Socialista (SP) de orientação de esquerda radical e o Partido da Liberdade (PVV), caracterizado pela figura anti-imigratória de Geert Wilders. Os dois últimos são forças políticas consideradas relativamente novas e possuem 10% de representação no parlamento.
 Porém, com as recentes eleições legislativas, os chamados “eurocéticos”, aqueles que defendem a saída da Holanda da zona do euro, como o PVV, perderam cadeiras parlamentares, enquanto os aliados de Mark Rutte conquistaram 41 cadeiras (dez a mais que nas eleições de 2010) de um total de 150. Uma nova coalizão será formada, já que desde a Segunda Guerra Mundial, nenhum partido conseguiu maioria absoluta para governar como partido único.
 Em abril, as divergências quanto aos planos de cortes orçamentários e a retirada de apoio do PVV fizeram o governo de centro direita (VVD + CDA e o PVV) ficar com a minoria no parlamento, sendo obrigado a renunciar. Assim, as eleições foram antecipadas para este mês. Mesmo o voto não sendo obrigatório, cerca de 13 milhões de eleitores compareceram às urnas.
 Mesmo sendo um dos únicos países a manter seus títulos de dívida com classificação máxima nas agências de risco², a Holanda sofre com a taxa de desemprego de 6%, a mais alta em seis anos e um déficit estimado em 4,6% do seu PIB.

2. Agências de risco são empresas que qualificam determinados produtos financeiros ou ativos (tanto de empresas, como de governos ou países), avaliam, atribuem notas e classificam esses países, governos ou empresas, segundo o grau de risco de que não paguem suas dívidas no prazo fixado.

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