domingo, 13 de janeiro de 2013
E a insônia...
E a insônia me faz pensar no tempo e mesmo que depois que o sono me procure, eu comece a discordar de mim mesma, no momento discordo daqueles que dizem que o tempo é abstrato. O tempo é acariciado na própria pele, sentido nas articulações, folheado nos álbuns de fotografia. As roupas velhas são o tempo esfarrapado, aquele pretérito imperfeito, que hoje já não serve mais. O tempo na escova de dente são as cerdas esgarçadas. O tempo nas fitas métricas, não mais em horas, mas em centímetros para aqueles que ainda vão crescer. O tempo intrometido entre os fios castanhos do cabelo da senhora, e para não passar despercebido, se intromete em tons de branco, se é que branco tem tons. O tempo em forma de túmulo para aqueles que encerraram seu próprio tempo. O meu tempo em teclas e tela, talvez desperdiçado enquanto o sono não vem.
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