A
Extensão Universitária tem como base um trabalho coletivo e emancipatório
“Qual
o retorno que ela [universidade] dá à sociedade?”. Esta é a questão levantada
por Marcelo Carbone Carneiro, vice-diretor da Faculdade de Arquitetura, Artes e
Comunicação (FAAC) da UNESP Bauru. Carbone, ao tentar definir o que seria um
projeto de extensão. Para ele é difícil conceitualizar com precisão absoluta,
mas é necessário que o conhecimento gerado se relacione com o meio social.
A Pró-Reitoria de Extensão, PROEX, elenca 11
“áreas temáticas” que norteiam a definição de uma atividade de extensão. As
áreas são: Cultura, Direitos Humanos, Educação, Meio Ambiente, Saúde,
Tecnologia, Trabalho, Ciências Agrárias e Veterinárias, Espaços Construídos e
Política e Economia.
No Guia de Extensão Universitária, um dos
objetivos apresentados é o de promover a democratização da cultura científica,
artística e humanística, viabilizando uma relação transformadora entre
universidade e sociedade. Além disso, entende-se que a extensão universitária
tem o papel de discutir e criar novas metodologias e tecnologias, articulando
ensino e pesquisa e intervindo na solução de situações-problema apresentadas
por setores da cidade.
Um
dos projetos que está bem contextualizado no sentido de tentar solucionar
problemas da população é o “Jornal Ferradura”. A publicação que é bimestral
existe há 6 anos e é feita somente por estudantes de Jornalismo da UNESP Bauru.
Seu foco principal é o de tentar integrar o Ferradura
Mirim, um bairro bauruense de periferia, ao restante da cidade. Mayara
Alves Reis, uma das atuais editoras do jornal, garante que os resultados
aparecem, como por exemplo a implementação de asfalto nas ruas principais do
bairro, que antes eram de terra e a construção de um ecoponto, local de entrega
voluntária de pequenos volumes de entulho. Outro projeto com objetivo
semelhante é o “Voz do Nicéia”, que busca chamar atenção para os problemas do
bairro Nicéia, também na cidade de Bauru.
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